Na mesma moeda com pensamento corrosivo-destrutivo-arrasador.
Vou devolvendo cada centavo, alimentando a pança imunda e nojeta do porquinho, cada vez mais gordo e cheio de vazio.
A cada escarrada e a cada tossida dos pulmões eu pago o preço.
Não é barato. Não é caro. Não é os olhos da cara, mas o preço da alma.
E o quanto isso me custa?
Já está pago, mas continuo devendo.
O valor embutido no aparente sorriso e na gentileza concedida à mingua de alguns merréis.
Mais uma vez eu pago o preço.
Agradeço o desapego, a indiferença pode vir de brinde. Aleluia ! algo me veio de graça.
Mais uma dose.
A ressaca de algo indigestamente indispensável.
Bate aqui, me chama de puta, eu arremato seu destino e lanço no ralo.
Deixe ir embora, ou não.
Corrompendo com o útero imaturamente cru vou me formando à desgraça inerente, batida com vodka e três cubos de gelo.
A dúvida. A dívida.
Deixe o fogo queimar cada tostão inteiro, sem dó.
Eu não tenho compaixão.
Eu sou é oportunista.
Eu sou o que você tenta esconder - lado negro, o carater raso, a dor da lagrima, o repudio alheio, vontade indesejada.
Me tire do cenário. Me pendure no cabide. Eu te aviso.
Ou você... Eu te aviso.
A conexão foi cortada.
Por Pollyana Oliveira
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