Quem dera pudesse ser uma rosa qualquer
Ou até mesmo um espinho
Uma flor desabrochando em seus pecados mais intimos
Um acordo brutal maquiado pelo cotidiano
parte da aposta
Concentração arbitrariamente divagada
Como eu queria ser como todas as outras
Castas
Rasas
Languidas
Puras
Delicadas
Viver a felicidade falsa
Rir das suas piadas
Me apavorar com a corrupção
Quem dera pusse esquecer-me do caos
do avesso
daquilo que preferem mascarar
da saudade de alguém que pudesse vir a ser alguém, de repente
Que dom tenho eu além do permanecer viva?
Não sou rosa
Não sou flor que se cheire
Definitivamente
Nem todas as outras
Ou algumas delas
Em um bouquet de decepções
Eu te ofereço minha outra metade
Por Pollyana Oliveira
terça-feira, 5 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Eu hoje estou pagando
Na mesma moeda com pensamento corrosivo-destrutivo-arrasador.
Vou devolvendo cada centavo, alimentando a pança imunda e nojeta do porquinho, cada vez mais gordo e cheio de vazio.
A cada escarrada e a cada tossida dos pulmões eu pago o preço.
Não é barato. Não é caro. Não é os olhos da cara, mas o preço da alma.
E o quanto isso me custa?
Já está pago, mas continuo devendo.
O valor embutido no aparente sorriso e na gentileza concedida à mingua de alguns merréis.
Mais uma vez eu pago o preço.
Agradeço o desapego, a indiferença pode vir de brinde. Aleluia ! algo me veio de graça.
Mais uma dose.
A ressaca de algo indigestamente indispensável.
Bate aqui, me chama de puta, eu arremato seu destino e lanço no ralo.
Deixe ir embora, ou não.
Corrompendo com o útero imaturamente cru vou me formando à desgraça inerente, batida com vodka e três cubos de gelo.
A dúvida. A dívida.
Deixe o fogo queimar cada tostão inteiro, sem dó.
Eu não tenho compaixão.
Eu sou é oportunista.
Eu sou o que você tenta esconder - lado negro, o carater raso, a dor da lagrima, o repudio alheio, vontade indesejada.
Me tire do cenário. Me pendure no cabide. Eu te aviso.
Ou você... Eu te aviso.
A conexão foi cortada.
Por Pollyana Oliveira
Vou devolvendo cada centavo, alimentando a pança imunda e nojeta do porquinho, cada vez mais gordo e cheio de vazio.
A cada escarrada e a cada tossida dos pulmões eu pago o preço.
Não é barato. Não é caro. Não é os olhos da cara, mas o preço da alma.
E o quanto isso me custa?
Já está pago, mas continuo devendo.
O valor embutido no aparente sorriso e na gentileza concedida à mingua de alguns merréis.
Mais uma vez eu pago o preço.
Agradeço o desapego, a indiferença pode vir de brinde. Aleluia ! algo me veio de graça.
Mais uma dose.
A ressaca de algo indigestamente indispensável.
Bate aqui, me chama de puta, eu arremato seu destino e lanço no ralo.
Deixe ir embora, ou não.
Corrompendo com o útero imaturamente cru vou me formando à desgraça inerente, batida com vodka e três cubos de gelo.
A dúvida. A dívida.
Deixe o fogo queimar cada tostão inteiro, sem dó.
Eu não tenho compaixão.
Eu sou é oportunista.
Eu sou o que você tenta esconder - lado negro, o carater raso, a dor da lagrima, o repudio alheio, vontade indesejada.
Me tire do cenário. Me pendure no cabide. Eu te aviso.
Ou você... Eu te aviso.
A conexão foi cortada.
Por Pollyana Oliveira
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