Quando o pensar já não basta
E o desejo se alastra
A pele arde em fogo
Juntando peças desse jogo
Querer-te para mim seria pretensão
mas que culpa tenho eu então?
De sonhar e acordar sozinha
Curar a falta e a saudade minha
Se escrever me alivia
Essa arma tem valia
Mas de palavras já não basto
São só letras e verbo gasto
Tenho vontade de sumir
Mas não sei pra onde ir
Nada e tudo se misturam
Angustia e vazio me torturam
O que me resta é só o resto
São intenções de alguns gestos
A pobreza do rimar
E a insistencia no amar
Óh coração, por piedade me dê paz
Nem que seja pra parar e ficar donde jáz
Da morte já não tenho medo
Nem do mundo mais apego
Por Pollyana Oliveira
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