segunda-feira, 27 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobre dores e aspirinas Parte II

Fluoxetina. Isso serve para anestesiar o sentir. Vamos agora brincar de viver, fica assim ó: sou feliz, alegre, me emociono nas novelas e dou pão velho pra cachorro com fome. Não posso sentir dor, não nasci pra isso. Aliás, dor foi uma coisa que Deus deve ter inventado num momento de descrença.
Taí, outra coisa que não nasci para ter: descrença. Imagina! A humanidade é compreensiva, doce, flexivel, afetuosa. Os amigos são amigos verdadeiros e a mola do mundo é a empatia.
Enquanto dou ênfase às minhas frustrações, lembro de como tudo isso me cheira à merda.
Seja bom! Escute com atenção! Não jogue lixo na rua! Pare de falar com a boca cheia!
Todas essas convenções só servem pra vender livro de história infantil.
Porque os pais não ensinam a vingarmos de quem nos faz mal, a bater no filho da puta que te passa a perna, não investir em amor? Porque nos deixam a ser bons para aprendermos que devemos ser maus?
Se eu tivesse aprendido que o egoísmo é uma questão de sobrevivência, talvez, numa hora dessas, teria mais chance de querer não querer ser só egoísta. De ter um pouco de fé. Alegria em viver. Prazer em arrancar sorrisos.
Qual o sentido da vida? Sobreviver?! Isso não faz nenhum sentido, já que, ao sobreviver, me mato um pouco de desgosto todos os dias. O que pode me fazer sofrer de temperamento suícida e precisar de um psicólogo, que não eu e que, seja tão ou pior do que eu, para poder me ajudar a entender que não adianta querer entender nada. O entendimento é relativo e sempre vai de atrito com outrém. Ah lá, ta vendo? Se tivessem me ensinado a encarar o adversário, poderia convencer que meus argumentos são mais válidos e sábios do que de outros e, caso ele não aceitasse, lhe daria um belo dum sopapo e ficaria tudo por isso mesmo.
Simplicidade minha gente !!! Essa é a questão. E a culpa é toda da mulher. Sim, me desculpe, mas não defenderei meu gênero. Se as mulheres tivessem sido eficientes nos primordios, Sócrates, Platão, Aristóteles e toda cambada que veio depois, teriam nos poupado de tantas questões existenciais, filosóficas, psicológicas, fundamentalistas, humanistas e etc.etc.etc. Esses caras não faziam nada além de questionar a vida?!! O que adiantou tanto se eles todos morreram depois?
Tá, tá, tem aquela história de livre arbítrio, onde todos podem escolher como devem ou não viver. Só que livre arbítrio foi uma coisa que Deus inventou pra fugir da responsábilidade de todas nossas desgraças. E venho eu questionando O Todo Poderoso novamente. Se Deus inventou o homem, a dor, o livre arbítrio, logo, Deus é o inventor mais maluco que conheço.
Esse monólogo já está me dando nos nervos. Preciso de um café.
Preciso de fluoxetina.
Preciso me achar, mas não quero. Se eu me perder de mim, posso me encontrar do outro lado?
E esse lado, é outro? ou é o mesmo disfarçado?
Do lado de dentro, do lado de fora. Seja como for, a saída é única e a escolha só minha. Eu tenho o "livre arbítrio"!

domingo, 19 de agosto de 2012

Não sou bem vinda em meu próprio precipício 
Viver é um castigo e a morte um privilégio

Cansada.
Triste.
Inválida.

Um corpo, só um corpo.
Me quebrei em mil pedaços e perdi muitas peças.

Posso ir embora?