domingo, 22 de julho de 2012

Penélope



Para Pollyana Alves Oliveira


tens o direito de deixares de me amar...
tens o direito, porque
mesmo em sua recusa,
amar-te
é saber-te meu mar.
- vastidão! e morte.

minha condição.

tens ainda
o direto
de levar meus sonhos,
pois
que é meu sonhar ...?
senão este teu mesmo exercício do amor em mim.

ainda que em silêncio
- sem que teus demônios eu desperte -
entoarei elegias
num humilde intuito de te louvar...

venho percorrendo universos em busca de nossa paz,
ostentando a luz de Prometeu para iluminar esta senda.

- que ainda teça em teu
tear
de meu sonhar o motivo,
sorriso além às lágrimas em
nossa distância a de
       sa
           guar.

sorriso de lua nova...
trilha perdida
que me embala
neste mar.

15-06-2011

juntos


eu
cuido de mim,
você cuida de você
e assim,

cuidamos um do outro.

onde poderíamos chegar?
escorados, encostados,
com a incômoda sensação de sermo-nos indispensáveis.

antes,
nos faremos universo
inesgotável guarida e mistério.

seremos ainda receio
pois a segurança plena
tende ao insulso e ao insucesso.

não vitalícia carta de confirmação
mas a reprimenda, sinceridade e oposição.
em contraste nos tornaremos um

pois é tensão o motor do mundo.
e o que é o mundo quando olhos alheios nos tornam-se imprescindíveis para a própria visão?

Postado por L. Fernando Rintrah

Pollyana,

em meu doce dever de te adorar
, humildemente lhe teço esta singela polianteia.

por não cuidar ao teu louvor os metros feitos
, esta ode, em polimétrico ensejo, eu conduzo.

tamanha a confusão de meus sentidos
à tua imagem que polissêmico é meu deleite.

como a dança dos astros, me soam teus
ângulos - intraduzível poliorama.

não bastaria, para traçar-lhe o meu apreço
, dos grandes mestres a excelsa polimatia

se aturdido me esboço em vertigem
diante tua singular imagem - divinal poliprisma.

mesmo não lhe sejam à altura meus versos, nem minha pobre
língua, ainda não o bastante um poliglótico coral de anjos.

ébrio, encontro em ti todos os perfumes!
, todas as cores! em teu eterno e poliantico florescer.

transmuta-me o ser o teu enlevo
, moldo-me aos teus encantos, polimorfo amante de tuas formas.

contemplo, abstraindo-me do tempo
, a policromática matiz de teus olhos.

para os momentos enfermos e todas as dores,
a ternura de teu policresto amor.

há em tua voz, a embalar meus dias
, o terno ritmo de uma polifônica sinfonia.

há, em teus gestos eleitos, uma polidez
que excede a das mais altas musas.

ah! é minha fome excessiva de teu calor
, polífago adicto de teu corpo.

sou poligamicamente apaixonado
por todas as mulheres que confluem em teu ser -
máxima expressão da feminilidade.

Pollyana,

eu te poliamo!